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quinta-feira, 2 de maio de 2019

POESIA ENCENADA

"Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira." - O Livro Sobre Nada, de Manoel de Barros.

A sua obra foi hoje encenada na escola sede, pela Companhia Sol d'Alma, onde cerca de 980 crianças da pré e 1º ciclo puderam assistir a um espetáculo que honra a escrita imaginativa e plena de sensibilidade deste aclamado poeta contemporâneo que reinventa e brinca com as palavras.

"A poesia está guardada nas palavras" e também nesta belíssima encenação.





segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

CANTIGA FELINA


Pinzellades al món: Entre gats i gossos / Entre gatos y perros / Between cats and dogs:
Eu sou uma gata gatona gatinha
pequena ladina
feroz e feliz e felina.
Eu sou uma gata que come fanecas e figos
feijão e favona e favinha
e…
comigo ninguém faz farinha!

Eu sou uma gata gatona gatinha
faceira furtiva
fadista fiel e festiva.
Eu sou uma gata que foge da fúria do fogo
fanhosa felpuda fininha
e…
comigo ninguém faz farinha!

Eu sou uma gata gatona gatinha
uma bela figura
que fala que funga e que fura.
Eu sou uma gata que veste um fatinho forrado
com fita fivela e fitinha
e…
comigo ninguém faz farinha!


José Fanha, Cantigas e Cantigos, Terramar

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A ESCOLA VAI AO TEATRO

A Biblioteca Escolar valoriza a educação artística no crescimento intelectual e emocional da criança e no desenvolvimento da criatividade e das competências da leitura e escrita, pelo que proporcionou a cerca de 250 crianças assistir a três espetáculos de teatro de grande qualidade “Catabrisa”, “Poemas para bocas pequenas” e “A caminhada dos elefantes” promovidos pelo serviço educativo da CMO. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O AMOR.É



Amor é música incrível que aconchega no universo de nós.

É vida feliz que embala na janela de todos. (Inês)

Amor é mulher azul que canta no espaço infinito. (Alexandre)

É coração brilhante que floresce no terraço das estrelas. (Lara D.)

É mar mágico que mora no calor do tempo. (Marcelo)

Amor é andorinha fabulosa que sorri no fundo das horas. (Ana Sofia)

É lua alegre que fica na corrente de mim. (Mariana)

É solidão incrível que brilha na janela das estrelas. (Diana)

Amor é gaivota colorida que mora no colo das profundezas do tempo. (Vasco)

É criança misteriosa que vive no colo do tempo. (Daniela)

É fonte quente que fica no fundo do mar. (Cristiana)

Amor é raio que arde no pensamento da música. (Samuel)

É pássaro branco que embala na entrada do mundo. (Flávio)

É água mágica que vive no fundo do mar do tempo. (Marisol)

Amor é tesouro mágico que arde na terra da imaginação. (Fábio)

É mar misterioso que vive na corrente do tempo. (Lara B.)

Amor é coração brilhante que mora no pensamento das estrelas. (Francisco)

É vida feliz que se diverte no pensamento de todos. (Pedro)

É árvore lenta que cresce na terra do mundo. (Rui)
                                                       4º ano  EB da Ponte Nova


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Manuel António Pina [1943 / 2012]

Partiu o Poeta, ficam as palavras


O Pássaro da Cabeça


                                Sou o pássaro que canta
                                dentro da tua cabeça,
                                que canta na tua garganta,
                                que canta onde lhe apeteça.

                                Sou o pássaro que voa
                                dentro do teu coração
                                e do de qualquer pessoa
                                (mesmo as que julgas que não).

                                Sou o pássaro da imaginação
                                que voa até na prisão
                                e canta por tudo e por nada
                                mesmo com a boca fechada.

                                E esta é a canção sem razão
                                que não serve para mais nada
                                senão para ser cantada
                                quando os amigos se vão

                                e ficas de novo sozinho
                                na solidão que começa
                                apenas com o passarinho
                                dentro da tua cabeça.


                                                          Manuel António Pina
                                          in, O Pássaro da Cabeça, edições QUASI